
O assassinato do dentista Klébio Pereira Guedes foi motivado por
ciúmes. É o que aponta a investigação realizada pela Polícia Civil.
Conforme as informações, a vítima estava em um relacionamento amoroso
com a ex-namorada de Manoel Fabrício Teles Pereira, acusado de ser o
mandante do crime. O corpo do dentista foi encontrado no dia 16 de março,
às margens da BR-230. Segundo a polícia, ele estava desaparecido desde o
dia 7 daquele mês, quando teria sido visto pela última vez em um
supermercado em Augustinópolis, no extremo norte do Tocantins.
A investigação da polícia aponta ainda que dois homens, a mando de
Pereira, armaram uma emboscada e sequestraram a vítima quando ela
chegava em casa. Quatro homens foram presos por suspeita de envolvimento
no crime, mas apenas três foram denunciados pelo Ministério Público
Estadual (MPE). Além de Pereira, Estevão Emílio Castro Almeida e Antônio
Mendes Nonato vão responder pelo assassinato do dentista. A denúncia do
órgão foi feita no dia 28 de março.
De acordo com o MPE, Nonato iria receber R$ 5 mil para matar a vítima. A
negociação teria acontecido por intermédio de Castro. Depois de
sequestrar Guedes, os suspeitos teriam levado ele de carro até Araguatins.
Lá, a vítima foi executada com três tiros e o corpo foi deixado em um
matagal. Segundo a investigação, o carro usado no transporte era do
dentista e após o crime foi vendido por R$ 13 mil na cidade de Parauapebas (PA). O celular de Guedes também teria sido vendido na cidade.
O MPE pediu na Justiça que os três homens suspeitos do assassinato do
dentista sejam levados a júri popular e que sejam condenados pelos
crimes de homicídio duplamente qualificado, formação de quadrilha, furto
e ocultação de cadáver.
Para o promotor de justiça de Augustinópolis, Paulo Sérgio Ferreira de
Almeida, a investigação da polícia foi complexa, principalmente por se
tratar de um crime premeditado. "Os autores procuraram tomar medidas
para camuflar a prática delitiva e dificultar o trabalho da polícia, mas
tivemos uma atuação exemplar da Polícia Civil do Tocantins, que contou
com a ajuda de policiais do Maranhão e Pará para a realização das
investigações", pontuou.






