
O corte de R$ 69,9 bilhões no Orçamento de 2015 afetou não só as
obras em andamento, mas os projetos futuros do governo, inclusive
promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff. Compromissos da
então candidata à reeleição ainda não têm previsão para sair do papel.
Os programas Mais Especialidades, Minha Casa Minha Vida 3 e Forças de
Segurança Integradas estão distantes de se tornar uma realidade. O Banda
Larga Para Todos é o único que ainda poderá ser lançado neste
semestre.
Logo após a reeleição de Dilma, o Ministério da
Saúde criou um grupo de estudos para viabilizar o Mais Especialidades.
De lá para cá, foram priorizadas três áreas de atendimento:
oftalmologia, ortopedia e cardiologia. E só. O governo ainda não tem
estimativa de custo e está estudando a melhor forma de estruturar o
programa, estabelecendo parcerias com estados e municípios, com o
objetivo de reduzir gastos com obras. A ideia é que, no segundo
semestre, a primeira etapa seja lançada.O Minha
Casa Minha Vida 3 foi anunciado no ano passado, com promessa de
lançamento para o começo de 2015. Segundo o Ministério das Cidades,
ficará para final de julho ou início de agosto.
Assim, técnicos garantem
que os efeitos orçamentários só ocorrerão em 2016. O programa perdeu R$
6,9 bilhões.Com o sucesso dos centros de controle
e comando integrados nos 12 estados que sediaram jogos da Copa do
Mundo, no ano passado, Dilma prometeu estender a ideia às demais 15
unidades da Federação. O Ministério da Justiça prepara o edital para
julho ou agosto.
Mesmo que cumpra esse prazo, o governo trabalha com a
ideia de entregar os centros aos primeiros estados no fim do ano, e a
chegada a todo o país só a partir de 2016. O
programa Banda Larga Para Todos, que busca levar internet a 95% dos
brasileiros e melhorar a velocidade dos serviços, já está pronto para
ser lançado, mas aguarda análise jurídica na Casa Civil. O Ministério
das Comunicações definiu que viabilizará o programa, de cerca de R$ 50
bilhões, por meio de leilão. As operadoras entrarão com a maior parte
desses recursos, cerca de R$ 35 bilhões.
No
Palácio do Planalto, não há preocupação com eventual demora no anúncio
das promessas de campanha. A prioridade, disse um auxiliar presidencial,
é com a aprovação das medidas do ajuste fiscal. —
A presidente acredita que, a partir do ajuste, garantirá a volta da
estabilidade da economia e reconquistará a confiança do mercado. A
partir daí, teremos um novo governo pela frente, pronto para colocar em
prática as promessas de campanha e uma agenda positiva — avaliou um
ministro.






