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Por amor ao trabalho, professora volta à escola após acidente no Tocantins

Em 2008, um acidente de trânsito mudou a vida de Raimunda Macedo Facirolli, que lecionava há 16 anos. Por causa do ocorrido, ela teve que amputar uma das pernas. Mas o problema não a distanciou do ambiente escolar.


"Quando acontece algo assim, a primeira coisa que as pessoas pensam é que a gente tem que se aposentar. Mas essa foi uma alternativa que eu nunca quis porque eu gosto do meu trabalho, das coisas que faço, de estar entre as crianças e com os colegas. Pensar que não existiria mais o trabalho, para mim foi deprimente. Com o tempo fui trabalhando e percebendo que não era só comigo, mas com outras pessoas também. Aí fui me adequando."

Após o acidente, Raimunda levou um ano para se adaptar e conseguir voltar ao trabalho. Ela foi remanejada para outras funções e há seis anos trabalha na biblioteca de uma escola, onde dedica seis horas do dia aos alunos.

A educadora conta que a ajuda dos colegas foi importante na recuperação dela. "Eu sou bem acolhida, graças a Deus. Não sou tratada com indiferença. Às vezes até recebo olhares mais carinhosos por causa da superação e das coisas que consigo fazer com meu esforço."

A estudante Lourrayne Chavier Guimarães, frequenta a biblioteca e ao descobrir a história da professora, passou a admirá-la. "Ela é uma batalhadora, uma pessoa que serve como exemplo para mim".

Dedicação

Outro exemplo de amor à profissão é o da professora de educação física, Izaltina Teles de Jesus, que leciona desde 1978. Ela se aposentou em 2013, mas como Raimunda também não conseguiu ficar longe da escola. "Um dia vi minha aposentadoria publicada no Diário Oficial e no outro levantei, tomei banho e estava a caminho do colégio. Aí que 'caiu minha fixa' que eu estava aposentada. Mesmo assim eu fui para o colégio e os professores questinaram minha presença. Eu expliquei que iria continuar trabalhando."

Atualmente Izaltina continua dando aulas de futsal e handebol. Ela diz que se sente orgulhosa por continuar ativa. "Não sinto dificuldade em ser professora. Não sei se é porque gosto e 'está no sangue', mas em momento algum senti dificuldade em lidar com os alunos."

G1 TO
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