Representantes de 22 sindicatos e associações de militares que representam as diversas categorias de servidores públicos estaduais realizaram na manhã desta segunda-feira, 9, um movimento conjunto para pressionar o governo do Estado sobre o pagamento dos direitos que estão atrasados. Sindicalistas seguiram até o gabinete do secretário da Administração, Geferson Oliveira Barros, com o objetivo de só sair de lá, após serem recebidos pessoalmente pelo secretário.
As entidades classistas dos servidores cobram o pagamento dos retroativos da data-base do ano de 2015 e a implantação do índice de 9,8307%, referente à data-base deste ano. O índice é apurado com base no Índices de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos últimos 12 meses.
Geferson Barros recebeu os representantes e ouviu críticas à atual gestão, especialmente ao não cumprimento do estabelecido em lei para pagamento dos retroativos da data-base de 2015. O Sindicato dos Servidores Públicos do Tocantins (Sisepe) se manifestou na reunião e ressaltou que os servidores estão frustrados com a falta de uma posição clara do governo sobre a data-base. Em resposta, Geferson afirmou apenas que o governo vai se posicionar oficialmente nos próximos dias.
O não cumprimento dos retroativos da data-base é, inclusive, motivo de uma representação por improbidade administrativa contra o governador Marcelo Miranda e o secretário Geferson Barros. A representação foi protocolada pelo Siseoe na sexta-feira, 6, no Ministério Público Estadual.
“Não podemos passar por isso. Há leis que estão sendo desrespeitadas. Há demandas na Justiça cobrando isso. Precisamos resolver a questão, não fugimos do diálogo, mas leis têm que serem respeitadas”, destacou o Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos do Estado do Tocantins, Carlos Augusto de Melo Oliveira.
Outros representantes classistas também questionaram o secretário sobre o descumprimento do acordo firmado com os servidores, ao passo que, Geferson reafirmou o momento de dificuldade financeira pelo qual o Estado passa. No entanto, ele se comprometeu em levar o assunto para reunião do Comitê Gestor do Governo e apresentar uma resposta até o final de semana para as entidades. Os sindicatos não descartam mobilizações em massa caso os servidores não tenham os direitos previstos em leis respeitados pelo governo estadual.
Ao final da reunião, um ofício foi protocolado no qual seguem as seguintes reivindicações das entidades classistas: Pagamento imediato, conforme previsão legal, do retroativo da data-base 2015 e o pagamento imediato da data-base 2016, com aplicação do índice apurado pelo INPC nos últimos 12 meses, a ser aplicado do piso ao teto dos servidores públicos estaduais.
Cléber Toledo






