
Um cinegrafista, uma repórter e o motorista de uma emissora pública do Estado foram agredidos no Hospital Geral de Palmas
(HGP). Segundo a repórter Charlyne Sueste, uma das vítimas das
agressões, a equipe estava autorizada a gravar imagens dentro da
unidade, mas foi barrada pelo segurança. Um boletim de ocorrência sobre o
caso foi registrado pelo cinegrafista na polícia nesta quarta-feira
(6).
A jornalista conta que a autorização para gravar a reportagem foi
concedida com antecedência pela assessoria de comunicação do HGP, mas
que ao chegar no local eles foram recebidos com hostilidade por um dos
seguranças. "Ele já foi batendo na câmera, empurrando o cinegrafista e
falando para desligar. Eu fui empurrada por questionar o porquê da
agressão", explica Charlyne. O caso aconteceu na tarde de terça-feira
(5).
Ainda de acordo com a repórter, o segurança atacou o cinegrafista
Elciomar Lino de Aguiar, de 53 anos, com socos. O profissional ficou com
as marcas das agressões no corpo. Ele foi ferido na boca, no peito,
queixo e braço esquerdo. O motorista Pedro Tiago tentou ajudar o
cinegrafista e também foi agredido.
Aguiar registrou um boletim de ocorrência nesta quarta-feira e a
polícia solicitou um exame de corpo de delito. Segundo Charlyne, o que
ficou marcado foi o constrangimento. "Mesmo com tudo autorizado tivemos
que passar por essa situação. É muito complicado, muito constrangedor",
desabafa.
A segurança do HGP é feita por uma empresa de vigilância terceirizada. O G1
entrou em contato com a gestão nesta quinta-feira (7), mas foi
informado de que o responsável não estava. A reportagem também falou com
o segurança suspeito das agressões e ele preferiu não comentar o caso
sem o respaldo dos superiores.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) lamentou o ocorrido e informou que foi solicitado o afastamento do segurança.






